Zé Barros Lima e Rafael conversam na sacada curva de concreto do Brava, com o céu azul ao fundo. Zé Barros Lima e Rafael conversam na sacada curva de concreto do Brava, com o céu azul ao fundo.

Arquitetura. Por José de Barros Lima.

Colla Brava 16 de julho de 2026

Quando um projeto começa, o que existe é uma página em branco e uma pergunta fundamental: o que esse edifício deixará para a cidade? Foi a partir dessa reflexão que nasceu o Brava. Um exercício contínuo de observação, desenho e aperfeiçoamento, conduzido pela Colla em parceria com o arquiteto José de Barros Lima.

Para Zé, arquitetura não possui frente ou fundos. Toda fachada é vista por alguém.

Para o arquiteto, um edifício não possui frente ou fundos. A fachada que costumamos chamar de fachada de fundos será, inevitavelmente, a vista de algum vizinho. Por isso, em uma boa arquitetura, cada face merece o mesmo cuidado, a mesma atenção aos detalhes e o mesmo compromisso com a qualidade que a fachada principal.
É uma forma de pensar que vai além do próprio terreno. Uma arquitetura que considera o entorno, respeita a paisagem e entende que cada edifício passa a fazer parte da experiência cotidiana da cidade. Afinal, a responsabilidade de um projeto não termina nos limites do lote. Ela se estende a quem o observa, a quem convive com ele e às futuras gerações que irão habitar a cidade.
Arquiteto Zé Barros Lima caminha na obra do Brava com vista da cidade ao fundo. Arquiteto Zé Barros Lima caminha na obra do Brava com vista da cidade ao fundo.

Arquitetura é também uma construção de tempo.

O primeiro traço do Brava surgiu há mais de cinco anos. Ainda assim, o projeto continua evoluindo. Para Rafael Colla e José de Barros Lima, existe algo único nessa relação: a possibilidade de acompanhar uma ideia desde o desenho até sua materialização, observando como um sonho se transforma em espaço e muda a paisagem da cidade.
Rafael e Zé caminham sobre a passarela do segundo pavimento no Brava. Rafael e Zé caminham sobre a passarela do segundo pavimento no Brava.

Assumidamente cartesiano, admirador dos traços retos e dos planos ortogonais, o arquiteto incorporou as linhas curvas no desenho das sacadas, com o propósito de suavizar a imponente estrutura. A curvatura e a variação de ângulos das lajes em concreto aparente são soluções que conferem um aspecto autêntico ao volume, pois conforme a incidência da luz solar, as sombras geradas serão distintas e vão garantir um ritmo singular à edificação. “Cada varanda vai ser diferente da outra”, resume o arquiteto. O fechamento do guarda-corpo em vidro curvo e as esquadrias piso-teto contribuem para a sensação de leveza e de transparência pretendida.

Ao longo de anos de desenvolvimento do projeto, cada linha, curva e proporção foi revisitada diversas vezes até alcançar uma arquitetura capaz de dialogar com o entorno e, ao mesmo tempo, marcar sua presença na paisagem urbana. Porque a Colla se orgulha em dedicar tempo para fazer o melhor, e assim contribuir na construção da Porto Alegre do futuro — o lugar onde os nossos filhos e netos irão crescer, aprender, respeitar e defender.

Conheça o Brava e descubra como arquitetura, paisagem e cidade se encontram em um projeto pensado para permanecer. Clique aqui.

Assista o vídeo da entrevista com o arquiteto em nossa página do Instagram e acompanhe as novidades.

  • Rafael aponta para o Zé detalhe do apartamento do Brava. Rafael aponta para o Zé detalhe do apartamento do Brava.
  • José de Barros Lima visto através de estruturas da obra. José de Barros Lima visto através de estruturas da obra.
  • Zé e Rafael conversam em uma das sacadas do Brava. Zé e Rafael conversam em uma das sacadas do Brava.
  • Rafael e Zé conversam sobre passarela do Brava. Rafael e Zé conversam sobre passarela do Brava.

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